Blog da Improve It

MacRuby

Publicado por Vinicius Manhães Teles há 3 meses.

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Você gosta da interface gráfica dos Macs? Quem não gosta, né? Ela é um dos pontos altos da plataforma Macintosh, bem como do iPhone. Tudo viabilizado, em grande parte, por uma tecnologia chamada Cocoa.

No Mac, é possível criar interfaces gráficas em Cocoa, facilmente, utilizando o Interface Builder. Basta arrastar componentes de um lado para o outro, indicar ações e estabelecer conexões com o código. Ah sim, o código é implementado em Objective-C.

Objective-C é uma linguagem orientada a objetos que se aproxima bastante das características de Smalltalk. É uma linguagem com conceitos muito interessantes, porém bem verbosa. E pode representar uma barreira razoável para aqueles que gostariam de implementar aplicativos desktop no Mac, ou mesmo aplicativos no iPhone, especialmente se compararmos a outras linguagens como Ruby.

Pois Ruby é uma linguagem que foi feita com o objetivo de facilitar a vida do programador. É fácil, muito simples, extremamente expressiva e, de um modo geral, adorada por aqueles que a utilizam, incluindo eu mesmo. :-)

Então, de um lado temos uma tecnologia excepcional para interfaces gráficas, chamada Cocoa e de outro uma linguagem excelente chamada Ruby. Não seria ótimo se pudéssemos juntar as duas e ter o melhor dos dois mundos? Bem, isso já é possível há algum tempo usando, por exemplo, o RubyCocoa, que faz uma ponte entre Ruby e Objective-C. Entretanto, atualmente há uma opção ainda melhor chamada MacRuby.

MacRuby é uma versão do Ruby 1.9, portada para rodar diretamente sobre tecnologias que formam o core do Mac OS X tais como o runtime do Objective-C e o garbage collector, entre outros. A ideia é poder criar aplicações desktop no Mac OS X, sem sacrificar o desempenho, usando todos os benefícios do Ruby. Ainda está em desenvolvimento, mas o que está pronto já faz muito e o projeto como um todo é extremamente promissor.

Nestes últimos dias implementei uma pequena funcionalidade usando MacRuby e Cocoa. É algo útil para nosso dia a dia, embora bem básico, com o objetivo de configurar novos domínios DNS do Slicehost, que é onde hospedamos nossos sites. Irei disponibilizar o código no GitHub em breve.

Achei muito fácil fazer a implementação usando Cocoa e MacRuby, de modo que pude comprovar que o propósito do projeto MacRuby está sendo cumprido, ao menos naquilo que usei até o momento. Estou muito empolgado com tudo o que é possível fazer usando MacRuby, sobretudo com a agilidade e a facilidade de desenvolver dessa forma. Sendo assim, gostaria de recomendar aos interessados que deem uma olhada nele com carinho.

Vale dizer que eu já tinha algum conhecimento de Cocoa e Objective-C antes de fazer esse aplicativo. Minha principal referência tem sido o livro Cocoa Programming for Mac OS X.

Gostaria de agradecer ao Matt Aimonetti, que gentilmente me falou sobre o MacRuby, no Hora Extra, quando esteve aqui no Rio recentemente. O que, além de tudo, demonstra a importância de participar sempre do Hora Extra. :-)

E se você ainda não tiver se empolgado pelo MacRuby, aí vão algumas informações adicionais. O projeto é patrocinado pela própria Apple que tem grande interesse nele. De fato, o criador do projeto MacRuby, o belga Laurent Sansonetti trabalha na Apple e atualmente é pago pela empresa para trabalhar basicamente no MacRuby. Por que?

Porque em um futuro próximo, poderemos desenvolver aplicativos para o iPhone usando MacRuby! E isso abre espaço para que uma enorme leva de programadores Ruby comecem a produzir aplicativos para o iPhone. Portanto, se você ainda não programa em Ruby, talvez esteja aí o empurrãozinho que faltava. ;-)

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Palestra no Rails Summit 2009

Publicado por Vinicius Manhães Teles há 5 meses.

O Rails Summit 2009 foi um evento excepcional. Mais uma vez, gostaria de deixar meu muitíssimo obrigado ao Akita, à Locaweb, aos demais organizadores, aos patrocinadores e aos participantes por terem viabilizado essa conferência. Estão todos de parabéns. Foi fantástica.

O Hugo Borges gentilmente filmou várias palestras e colocou à disposição. Isso é bem legal e já vai adiantar as coisas até que os vídeos oficiais sejam liberados. A minha apresentação pode ser vista abaixo ou diretamente, no Blip.tv.

Veja também as as demais apresentações do Rails Summit 2009 filmadas pelo Hugo.

Durante a conferência, tive a oportunidade de reencontrar muitos amigos e fazer muitos outros. Depois, várias pessoas vieram aqui para o Rio e nos divertimos muito, com direito a Festa Framps no último sábado, encerrando com chave de ouro uma semana para lá de divertida. Já estou na expectativa para o Rails Summit 2010! :-)

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Vídeo da palestra Marketing na internet, no mundo da abundância

Publicado por Vinicius Manhães Teles há 5 meses.

A palestra Marketing na internet, no mundo da abundância, realizada na última quarta-feira, 30/09/2009, foi gravada e pode ser vista abaixo. Também é possível baixar o PDF dos slides.

Na próxima quarta, estaremos de volta, com o Workshop: Como se destacar fazendo menos e colhendo mais.

Workshop de Patricia Figueira: como se destacar fazendo menos e colhendo mais

Workshop: como se destacar fazendo menos e colhendo mais
Dia: Quarta-feira, 07 de outubro de 2009
Horário: das 14h às 18h (horário de Brasília)
Investimento: R$ 199,00
Onde: no seu computador através do TreinaTom
Instrutores: Patricia Figueira e Vinícius Teles

Veja o conteúdo completo. Faça sua inscrição o quanto antes e garanta sua vaga.

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Palestra: marketing na internet, no mundo da abundância

Publicado por Vinicius Manhães Teles há 5 meses.

Palestra: marketing na internet, no mundo da abundância

Na próxima quarta-feira, 30 de setembro de 2009, às 15h, nós teremos um bate-papo. Vamos conversar sobre como promover seu negócio na internet.

Por que falar disso? Porque talvez seja a habilidade mais importante que um empreendedor tenha que dominar atualmente.

Participe! É muito fácil, é de graça e você não precisará nem sair de casa.

Faça sua inscrição o quanto antes. Você receberá a confirmação por email, com as instruções necessárias para ter acesso à palestra.

Serão dois palestrantes, a fotógrafa Patricia Figueira e Vinícius Teles, autor de "O Mundo de Joana".

Inscreva-se já! E divulgue nas listas de discussão, no Orkut, no Facebook, no Twitter! Envie esse convite por email para seus amigos. Participe!

Palestra: Marketing na internet, no mundo da abundância.
Dia: Quarta-feira, 30 de setembro de 2009.
Horário: 15h (horário de Brasília).
Onde: no seu computador. Instruções para acesso no email de confirmação.
Palestrantes: Patricia Figueira (@patfig) e Vinícius Teles (@viniciusteles).

Faça sua inscrição agora!

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Migrando o Brazilian Rails para Ruby 1.9

Publicado por Marcos Tapajós há 6 meses.

Algumas semanas atrás Fernando Luizão migrou o Brazilian Rails para funcionar no Ruby 1.9 mantendo a compatibilidade com o Ruby 1.8.X. Estou para divulgar isso tem alguns dias porém eu não tive muito tempo.

Ele explicou em detalhes no blog dele tudo que foi necessário fazer.

Deixo aqui registrado meu muito obrigado ao Fernando.

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Entrevista com Luca Bastos no Dev in Rio

Publicado por Vinicius Manhães Teles há 6 meses.

Na semana passada estive no Dev in Rio. O evento foi excepcional! Já estamos na expectativa pela próxima edição.

No final do evento, entrevistei Luca Bastos, que está sempre presente no eventos mais bacanas. Há tempos que queria gravar um bate-papo com ele. O resultado está abaixo:

Entrevista com Luca Bastos from Improve It on Vimeo.

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Ruby on Rails com CouchDB usando Couchrest

Publicado por Vinicius Manhães Teles há 6 meses.

No último sábado participei do Rails for Kids, um excelente evento organizado pela eGenial. Minha apresentação foi sobre como utilizar Ruby on Rails com CouchDB, com a ajuda da gem Couchrest. Para facilitar a apresentação e passar o máximo de informação nos trinta minutos disponíveis, optei por fazer um screencast, que mostra o básico dessa integração do Rails com o CouchDB.

Você pode ver o screencast abaixo.

Ruby on Rails com CouchDB usando Couchrest from Improve It on Vimeo.

O vídeo termina de forma um tanto abrupta, porque tentei me manter o máximo possível dentro do limite de tempo, deixando ainda alguns minutos livres para responder a perguntas. Seja como for, é possível fazer muita coisa com o CouchDB usando os conceitos básicos mostrados no vídeo.

Como gostei da experiência de preparar este, é possível que eu faça outros futuramente, inclusive dando sequência ao que está aí. Espero que seja útil.

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Screencast no suporte: uma parceria que deu certo

Publicado por Vinicius Manhães Teles há 6 meses.

Call Center
Foto de Bryce Johnson (CC)

A palavra suporte logo nos faz pensar em call center e todo o sofrimento habitual de conversar com pessoas que nunca conseguem resolver nosso problema. Ao criarmos o Be on the Net, passamos a ter que dar suporte também. A questão é como fazer isso de modo apropriado e economicamente viável.

A solução que encontramos foi investir pesadamente na criação de screencasts. Criamos um screencast para cada assunto que precisamos ensinar aos nossos usuários. Alguns tópicos nem têm a ver diretamente com o uso do Be on the Net, mas são questões que afetam a forma como nossos usuários apresentam seus trabalhos da internet. Então, nos interessa ajudar e orientar as pessoas, tanto quanto possível.

O investimento nos screencasts foi considerável. Foram meses de trabalho até alcançarmos a base de vídeos que temos hoje. São vídeos que tipicamente são vistos apenas por nossos clientes. Mas, resolvemos publicar um aqui, para que vocês possam ter uma ideia.

O vídeo abaixo mostra como colocar tags em fotos, usando o Lightroom. Na verdade é útil para qualquer fotógrafo, mesmo aqueles que não usam o Be on the Net. Por isso resolvemos publicá-lo.

O screencast permite que o cliente aprenda no seu próprio ritmo. Além disso, o cliente vê o que deve fazer, ao invés de apenas escutar as instruções por telefone e tentar interpretá-las.

Nós ainda atendemos algumas ligações de clientes, sobretudo quando ainda há algum assunto que não ficou suficientemente claro nos screencasts. Mas, sabemos que o volume seria muito maior se não tivéssemos investido na criação deles. De fato, esse investimento que fizemos é uma das coisas que tem possibilitado que continuemos tendo pouca gente cuidando do Be on the Net. Na maior parte do tempo, somos apenas eu e o Leandro cuidando de tudo. E a vida segue em paz, mesmo com a entrada de cada vez mais clientes.

Essa é uma estratégia que recomendo fortemente. Quanto ao software, usamos o ScreenFlow, no Mac. É excepcional e muito fácil de usar.

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Formas de pagamento: boleto bancário

Publicado por Vinicius Manhães Teles há 6 meses.

Maquina Registradora
Foto de Guilherme Augusto Oliveira (CC)

Para receber os pagamentos das mensalidades do Be on the Net, optamos pelo uso do boleto bancário. Uma empresa consegue emitir boletos facilmente, bastando para isso firmar um acordo com seu banco. Além disso, qualquer pessoa consegue pagar um boleto sem maiores dificuldades, em qualquer banco ou casa lotérica.

Primeiros passos

Há aproximadamente um ano conversei o pessoal do Banco do Brasil, onde temos conta e firmei com eles um contrato para utilização de boletos bancários. Optamos por utilizar o boleto mais simples que existe, que não tem registro (carteira 18-019). É também um dos mais baratos. E, naturalmente, negociamos uma redução no valor da taxa cobrada pelo banco para o processamento dos boletos.

O Banco do Brasil nos forneceu um programa, chamado BB Cobrança, que não é a maior maravilha do mundo, mas atende bem no primeiro momento. É fácil gerar boletos através dele.

O banco disponibiliza um arquivo de retorno que a gente baixa pelo internet banking. Esse arquivo é processado pelo BB Cobrança e assim a gente fica sabendo quem pagou boletos no dia anterior. O valor pago fica bloqueado por um dia útil, quando então o banco libera o crédito, diretamente na conta corrente e desconta a taxa que lhe cabe.

Além do BB Cobrança, também utilizávamos uma planilha para controlar os pagamentos. Não implementamos um sistema interno mais sofisticado para controle dos pagamentos, nem compramos nenhum pronto. A razão disso é simples. Para nós, não fazia sentido investir em algo assim sem saber se o produto realmente decolaria. Então, adiamos o investimento. Depois de algum tempo, começamos a preparar nosso sistema financeiro e ele vem crescendo e se aprimorando a cada dia.

Por que fizemos assim?

A principal razão foi a simplicidade. Decidimos ter apenas uma forma de pagamento porque era o mais simples a fazer no início. Boleto bancário foi a escolha natural porque é uma forma bastante universal e fácil de controlar.

Decidimos fechar um contrato diretamente com nosso banco porque também era algo simples e conseguimos negociar uma boa redução na taxa de processamento dos boletos. Na época, dei uma olhada em alguns sistemas web que ofereciam o pagamento através de boleto, mas as taxas não eram convidativas ou os serviços ainda eram muito incipientes. Um ano depois, a história é outra. Acredito que tais serviços estejam melhores e as taxas já sejam mais baixas. Portanto, vale um estudo.

O que aprendemos?

O pagamento através de boleto tem funcionado bem. Praticamente todos os clientes aceitam bem e estão habituados a essa modalidade de pagamento.

Vale dizer que nós só enviamos os boletos através de email. Isso também facilita a vida de todo mundo e reduz os custos. Só tem um detalhe que não deu muito certo no início.

O BB Cobrança permite gerar um arquivo HTML e uma imagem do boleto (JPEG). Começamos enviando o arquivo HTML para os clientes, mas nem sempre eles conseguiam ver o boleto adequadamente. Então, experimentamos enviar arquivos PDF e o problema foi eliminado. Desde então, todos conseguem ver os boletos normalmente. Para trasformar os arquivos HTML em PDF, nós fizemos um script.

O fato de ser uma única forma de pagamento não tem sido um problema para os clientes. Entretanto, alguns escolheriam débito em conta, se essa opção estivesse disponível. Por enquanto, nós preferimos não seguir por esse caminho, pois temos outras prioridades. Mas, passamos a dar ao cliente a opção de receber boletos de meses futuros antecipadamente. Assim, o cliente pode agendar o pagamento desses boletos uma única vez, de modo que o efeito final, ao longo dos meses, é semelhante ao do débito em conta. Aproximadamente um quarto dos clientes adotou essa opção.

Se você estiver criando uma aplicação web, minha principal recomendação é que você simplifique ao máximo no início. Procure compreender a natureza do que você está oferecendo como serviço e avalie qual seria a melhor modalidade de pagamento. Se puder se limitar apenas a uma no início, talvez seja válido, como forma de simplificar. Em todo caso, analise também os sistemas web disponíveis atualmente para pagamentos online. Se encontrar algum que seja fácil de usar e cobre um valor aceitável, use-o.

No início, invista apenas o mínimo necessário nos controles internos. Dedique-se a colocar o serviço na rua e vender. Se tudo correr bem, aprimore os controles internos.

Se você puder colocar nos comentários um pouco de sua própria experiência sobre esse assunto, vai ser muito bacana. Alguma recomendação especial sobre sistemas web que possam facilitar o recebimento de pagamentos?

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Cofrinho e fluxo de caixa

Publicado por Vinicius Manhães Teles há 6 meses.

Cada vez mais as pessoas se convencem de que é possível montar um negócio e ser extramamente bem sucedido com ele. Não é para menos. Os exemplos de quem tentou e deu certo aparecem por todos os lados. Alguns são tão emblemáticos que quase parecem irreais, como o citado nas matéria Quem disse que preguiça é pecado?, da Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

A vontade de montar um negócio é ainda maior na nossa área. Todo o sucesso da 37signals e outros tantos negócios bem conhecidos na área de tecnologia, nos atraem cada vez mais. A questão é: por onde começar?

Cofrinho
Foto de Endless Studio (CC)

Fluxo de caixa

Fazer um negócio dar certo envolve um grande conjunto de fatores. Mas, afundá-lo rapidamente é simples. Basta errar na administração do fluxo de caixa!

Para entender o conceito, imagine o cenário abaixo, que reflete as contas de um empreendedor em um dado mês:

Parece que este vai ser um mês bom, certo? Afinal, você começa com um saldo de mil reais e termina com um saldo de treze mil reais:

   1.000,00 
-  8.000,00
+ 20.000,00
-----------
  13.000,00

Se você faz contas desse jeito, você está em apuros. Além de olhar para os valores monetários, você precisa entender como as datas afetam essa história. Seu problema acontece no dia 5, quando você tem que pagar 8 mil, mas só tem mil no banco. O fato de você ter previsão de receber vinte mil alguns dias depois não ajuda muito.

Isso significa que você, ou não poderá pagar seus compromissos pontualmente (no dia 5), ou precisará pegar dinheiro emprestado. Agora acredite no que vou te contar: você não vai querer pegar dinheiro emprestado. Não no Brasil! Sobretudo sendo um pequeno negócio.

Reserva

O problema que descrevi acima é o mais corriqueiro que existe em qualquer negócio. Infelizmente as datas de recebimento frequentemente não combinam com as datas de pagamento.

Isso é ainda mais grave no início de uma empresa. Em um negócio já estabelecido e bem sucedido, existem receitas para cobrir as despesas. É preciso ter atenção ao fluxo de caixa, mas pelo menos há receita para pagar as contas. Por sua vez, um negócio recém-criado tipicamente só tem despesas. Leva tempo até que as receitas sejam capazes de cobrir os investimentos iniciais e os gastos diários do próprio negócio.

Para lidar com o problema de fluxo de caixa e a falta de receitas no início de uma empresa, é preciso haver reserva financeira. Ou seja, antes de abrir um negócio, é essencial ter dinheiro guardado no cofrinho. Durante a condução de uma empresa, idem!

Nos primeiros meses da empresa o dinheiro vai sair quase exclusivamente do cofrinho, então é essencial calcular os custos mensais que você espera ter e multiplicar pelo número de meses que imagina que se passarão sem que a receita seja suficiente para cobrir os gastos. No geral, sugiro que você reserve no mínimo o equivalente a um ano de desespesas (sendo bem otimista).

Depois que os negócios já tiverem decolado, você deve manter o máximo de atenção na sua reserva financeira. Procure fazer com que ela seja capaz de cobrir pelo menos alguns meses das despesas da empresa. Acredite, você vai precisar usar a reserva de tempos em tempos. Há flutuação nas receitas de qualquer empreendimento. A reserva nos permite segurar as pontas nos eventuais períodos de vacas magras.

O papel da reserva no início da Improve It

Quando comecei a Improve It, tinha reservas para pouco mais de um ano. Mas, no primeiro ano, as despesas foram acima do previsto e as receitas abaixo do desejado. Conclusão, as reservas foram consumidas mais rápido do que o imaginado. Não seria possível alcançar o décimo mês. Felizmente, fechamos nosso primeiro negócio de porte por volta do nono mês. Mais um mês de espera e a empresa teria fechado as portas.

Antes de nos dedicarmos exclusivamente ao Be on the Net, também montamos uma boa reserva financeira. Uma parte dela foi usada na primeira parte deste ano, até que as receitas do produto fossem capazes de compensar as despesas.

Conclusão

A Improve It, fundada em 2001, é hoje uma empresa de oito anos. O que significa que ela é uma raridade. A maioria das empresas morre em menos de cinco anos de vida. Há vários fatores que explicam porque estamos com as portas abertas até hoje, e cada vez melhor. Porém, como fundador, posso garantir que o fator número um sempre foi o mesmo: ter reserva financeira para ajudar na administração do fluxo de caixa. Isso é o feijão com arroz de qualquer negócio, mas infelizmente é um dos assuntos mais negligenciados pelos empreendedores. Portanto, se quiser montar um negócio, pense bem nessa questão: você tem reserva financeira? Lembre-se: a grande maioria das empresas fecha as portas por falta de capital.

Para saber mais sobre o assunto, veja este ótimo livro: 10 anos de monitoramento da sobrevivência e mortalidade de empresas (PDF). Lute pelo seu próprio negócio, se esse é seu sonho. É algo magnífico! Mas, estude o assunto e atue responsavelmente. Acredite, é preciso mais do que apenas Ruby, XP, Rails, CSS e outras tecnologias para criar um negócio sustentável.

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