Blog da Improve It

Novos rumos em 2008

Publicado por Vinicius Manhães Teles há 7 meses.

Resumo para aqueles que não terão tempo, nem disposição, para ler todo o post: a partir de 2008 a Improve It não irá mais prover serviços de treinamento, mentoring ou qualquer outro tipo de consultoria em desenvolvimento ágil. Continuamos acreditando fortemente nos métodos ágeis de desenvolvimento de software, mas o foco dos nossos negócios passará a ser o desenvolvimento de produtos.

O recado está dado. Provavelmente não é o que a maioria das pessoas espera de nós neste fim-de-ano, então, para quem estiver com tempo, a explicação segue abaixo. Senta que lá vem história.

A Improve It está completando seis anos. Iniciou suas operações no final de 2001 e, como qualquer outra empresa, precisa gerar lucro continuamente para manter-se viva. É possível montar um negócio lucrativo prestando serviços, ou apostando em produtos, ou fazendo as duas coisas. Logo no início, optamos por serviços.

Decidimos por serviços porque não tínhamos porte para investir em produtos no início. Produtos demandam tempo e investimento para serem criados, nutridos e promovidos. Serviço é diferente. Dependendo de seu networking e de suas habilidades, é possível começar a oferecer serviços em um dia e no seguinte já ter algum cliente. E foi exatamente o que aconteceu. Fechamos nosso primeiro trabalho rapidamente. Nossos primeiros clientes eram nossos amigos.

De lá para cá, sempre focamos exclusivamente na prestação de serviços, embora eu sempre tivesse algumas preocupações quanto a isso. A razão é simples: serviço não escala tão bem quanto produto. Em outras palavras, é possível ganhar bastante dinheiro com um produto, sem necessariamente ter uma quantidade enorme de pessoas na empresa. Exemplo óbvio é a 37signals. Eles conseguem crescer em faturamento, sem aumentar significativamente o número de pessoas. Lamentavelmente é difícil ou inviável fazer isso com serviços.

Para aumentar os ganhos oferecendo serviços, quase sempre é necessário ter muita gente. Veja à volta as empresas de TI que mais ganham dinheiro com serviços. Elas são enormes e têm um batalhão de funcionários. Isso me incomoda bastante, porque naturalmente desejo que a empresa cresça em faturamento e, sobretudo, lucro. Mas, não gostaria de ter que elevar significativamente a quantidade de pessoas. Pessoalmente, detesto empresas grandes. A última coisa que desejo para a Improve It é que ela cresça muito no número de pessoas.

O negócio que temos atualmente é saudável e, se decidíssemos continuar na mesma direção, provavelmente continuaria crescendo. Entretanto, estes seis anos me fizeram aprender algumas coisas. Em primeiro lugar, uma empresa precisa buscar negócios sustentáveis. Ou seja, precisa encontrar alguma forma de gerar receita continuamente, mês após mês.

Prestar serviços de consultoria, mentoring e treinamento é bom, mas não é tão sustentável quanto eu gostaria. A verdade é que ao longo do tempo, vivenciamos muitos altos e baixos. Às vezes, tínhamos vários trabalhos em um mês, às vezes passávamos meses sem trabalho algum. Cada vez os trabalhos se tornam mais constantes, mas, ainda assim, há muita volatilidade e imprevisibilidade na capacidade de gerar receitas. Além disso, a base de clientes é sempre pequena, o que significa que bastam um ou dois interromperem seus respectivos serviços, para gerar impactos significativos sobre nossas receitas.

Nestes seis anos, houve dois momentos que foram mais estáveis para nós. O primeiro aconteceu em 2003. Fizemos um projeto XP de pouco mais de um ano com a Vale. Foi um ótimo projeto em todos os aspectos. Além disso, foi lucrativo e nos manteve vivos durante um bom tempo. O segundo momento está ocorrendo agora, quando estamos envolvidos no Projeto Lucidus. Este é um projeto de 18 meses e ainda há metade dele pela frente.

Como se pode observar, em seis anos, apenas um terço do tempo estivemos envolvidos com negócios razoavelmente sustentáveis. Na maior parte do tempo, trabalhamos para sobreviver, como a maioria das pequenas empresas no Brasil.

No último ano e meio, passamos por algumas transformações que me fizeram refletir muito sobre a possibilidade de, finalmente, começar a direcionar os negócios para a área de produtos, ao invés de serviços. Ano passado, comecei a me envolver com o Rails. Quanto mais eu estudava e praticava, mais ficava claro para mim que havia uma oportunidade fantástica diante de nós. O Rails permite fazer muito mais, com muito menos. Além de tudo, é extremamente prazeroso trabalhar com ele. Isso é ótimo, mas não é suficiente.

Até meados do ano passado a Improve It era composta apenas por mim. Embora ela tenha sido fundada por três pessoas, meus sócios decidiram abandonar o negócio em 2004, alguns meses após o término do projeto da Vale. Na época, eles concluíram que dificilmente conseguiríamos fechar novos negócios, sobretudo do porte do que havíamos tido na Vale. Então, ambos decidiram coletar a parte que lhes cabia nos resultados financeiros do projeto e saíram da Improve It com o objetivo de trabalhar no funcionalismo público.

Na época tínhamos alguns funcionários e um escritório no centro do Rio. Não tive outra escolha, senão fechar o escritório, dispensar todas as pessoas e recolher-me ao conforto do meu lar. Fechar a Improve It não era e nunca foi uma opção para mim. Se eu fizesse isso, provavelmente teria que voltar a trabalhar em alguma empresa grande, ou, pior ainda, virar funcionário público em algum lugar. Esta última opção eu considero impensável, por inúmeras razões pessoais. Não fui feito para trabalhar nem em empresas grandes, nem em empresas públicas. Não importa o quanto elas paguem, meu perfil não casa com o delas. Então, o melhor que eu tinha a fazer era manter o negócio vivo, custe o que custasse.

De 2004 em diante, fiz inúmeros trabalhos de treinamento e mentoring em XP. Em 2006, voltei a contratar. Primeiro veio o Tapajós e logo depois o Marcelo. Este último, partiu logo em seguida para uma temporada de um ano nos EUA. Acabou de retornar. De lá para cá, vieram também o Felipe, o Leandro e o Rafael. Bons produtos precisam de pessoas talentosas para criá-los e é exatamente isso o que temos aqui. Somos cinco pessoas experientes, com muito conhecimento no que fazemos e muito talento. Nós não apenas sabemos como fazer. Nós sabemos fazer bem feito. E isso é essencial se quisermos fazer produtos bem sucedidos.

Outro pré-requisito fundamental é ter capital. Produtos demandam investimentos. É preciso colocar dinheiro antecipadamente, para que se possa criar algo que gere mais dinheiro futuramente (se tudo der certo). Quando começamos, não tínhamos muito capital. Mas, seis anos depois, temos o suficiente para investir durante algum tempo. Além disso, temos um projeto em andamento que continuará ajudando a pagar as contas por um bom tempo. Portanto, não há melhor momento para começar a trilhar novos rumos do que agora. Só falta um último detalhe, o mais difícil de todos.

Para que nós pudéssemos finalmente nos dedicar a produtos era preciso vencer a última barreira, aquela que eu carregava comigo o tempo todo. Eu teria que arrumar a coragem para deixar o passado para trás, ou seja, abandonar tudo o que viemos fazendo até aqui. Essa parte é bem mais difícil do que parece.

Estes últimos seis anos foram quase completamente dedicados a serviços na área de desenvolvimento ágil. Começamos muito cedo. Fomos pioneiros no Brasil e nos envolvemos nisso de maneira extraordinária. Meu envolvimento pessoal, em particular, foi notável. Fiz tudo o que eu podia para disseminar as técnicas ágeis no Brasil. Há cinco anos, fundei o XP Rio com mais três colegas. Ao longo dos anos, promovemos dezenas de reuniões presenciais e incontáveis debates na lista. Na UFRJ, passei a dar aulas de XP na graduação desde 2002. Foram seis turmas de XP entre 2002 e 2006. Tudo o que eu fiz na UFRJ até hoje foi voluntário. Nunca ganhei nenhum centavo pelas aulas. Nestes seis anos, fiz mais de cem palestras sobre desenvolvimento ágil no Brasil e no exterior, quase todas de graça. Viajei para lugares distantes, passei horas em ônibus e aviões para poder levar estes conceitos a pessoas que estivessem nas capitais, no interior, seja onde for. Em 2004, lancei meu livro que até hoje é o único escrito no Brasil sobre XP. Em 2002, participei do primeiro XP Brasil e em 2004, patrocinei o segundo XP Brasil. Paguei um quantia significativa que ajudou a trazer para o Brasil pessoas incríveis, como Mary e Tom Poppendieck e Scott Ambler. Em todos estes anos, é difícil contar a quantidade de mensagens que troquei nas listas. Algumas eram verdadeiros artigos, explicando detalhadamente cada aspecto do que fazíamos usando XP e outras técnicas. Aliás, também escrevi vários artigos em revistas, sites e, sobretudo, no próprio site da Improve It. Mais recentemente, estive pessoalmente envolvido na produção de inúmeros podcasts.

Diante de tudo o que eu fiz até hoje, não é muito fácil mudar. Primeiro porque a simples idéia de deixar tudo isso para trás é assustadora. Desenvolvimento ágil é algo que eu conheço profundamente. Poucas pessoas no Brasil têm vivência semelhante nesta área. Por isso, sou bastante procurado. É difícil passar um dia sem que haja uma mensagem de alguém querendo uma palestra, ou um curso, ou uma ajuda. E este é outro ponto que dificulta muito a mudança. Tem sempre alguma coisa para fazer aqui e ali. Alguma coisa que vai render um dinheirinho, mas não é o que vai resolver a nossa vida. Não é o que vai tornar o nosso negócio sustentável. Mas, é sempre atrativo, pois é algo no curto prazo.

Felizmente (ou infelizmente) algumas coisas começaram a acontecer no cenário ágil nacional, que não me deixaram particularmente feliz e que têm servido para me empurrar ainda mais para novos caminhos. Até o início de 2006, desenvolvimento ágil no Brasil era sinônimo de XP. Pouca gente conhecia outros métodos ágeis. Isso felizmente começou a mudar. Começaram a aparecer pessoas interessadas em estudar, divulgar e prover serviços em Scrum, FDD e Lean. Isso foi excelente, exceto por alguns detalhes.

Algumas pessoas passaram a atacar o XP como forma de vender as idéias de outros métodos ágeis. Isso me deixou particularmente chocado, não apenas pelo incômodo de ver algo que funciona imensamente bem ser difamado, mas sobretudo pelo tamanho da mediocridade e da burrice! A comunidade ágil no Brasil ainda é muito pequena diante do comunidade nacional de desenvolvimento de software. Todos nós lutamos por um mesmo ideal: deixar para trás os métodos tradicionais de desenvolvimento e caminhar na direção de algo que acreditamos ser mais humano, mais racional, que simplesmente funciona melhor, por uma fração do tempo e dos custos tradicionais. Nosso "inimigo" é o mundo tradicional. Se ainda somos um grupo pequeno, lutando para mudar o status quo estabelecido, qual o sentido de brigar entre nós mesmos? Qual o sentido de promover uma metodologia ágil através da difamação de uma outra? Enfim, comecei a ver estas coisas acontecendo e isso me entristeceu profundamente. É notável o quanto algumas pessoas conseguem ser pequenas, medíocres. Ao invés da união, a desagregação. Estratégia brilhante!

O passo seguinte também foi muito interessante. No final de 2006, fui procurado pelo Boris Gloger, da Sprint It para estabelecer uma parceria com o objetivo de promover o Scrum no Brasil através dos treinamentos de Certified Scrum Master (CSM). O Boris veio ao Rio, eu o levei para visitar alguns clientes e para fazer uma apresentação sobre Scrum no XP Rio. Foi ótimo contar com uma pessoa nova para reforçar alguns conceitos que já estávamos cansados de repetir por aqui. É sempre bom ter outra pessoa que possa falar dos assuntos, ainda que sejam os mesmos, de uma forma diferente.

Ficamos por aí, pois eu nunca tive interesse em me associar com nada que tivesse a ver com qualquer tipo de certificação na área de software. Ainda mais a CSM, que é notoriamente anti-ética e quase infantil. Para ser um CSM, basta pagar uma boa grana e passar dois dias em uma sala de aula. Não há provas, não há nada. Pagou e esteve presente, o certificado é seu. Parabéns! Eu nunca conheci nenhuma certificação na área de desenvolvimento de software que não fosse nociva, mas esta além de ter esta mesma propriedade, ainda consegue ser uma afronta à inteligência das pessoas.

Note que esta não é uma crítica ao Scrum. Longe disso. Trata-se de uma metodologia excepcional. É tão boa que faz parte do XP. O XP herdou toda a parte de gestão e planejamento do Scrum. Nós usamos isso o tempo todo, há anos e eu posso garantir: funciona muito bem! O que o Scrum tem para oferecer é absolutamente eficaz para desenvolvimento de software e para praticamente qualquer outra área do conhecimento. A minha crítica não é quanto ao Scrum, é quanto à certificação. Já falei muito sobre esta questão em outras oportunidades, então, não vou me alongar. Voltando ao caso do Boris, fiz o possível para ajudá-lo a promover o treinamento de CSM, mas nunca pela certificação, apenas pelo treinamento, que é ótimo. Em todos os casos em que eu ajudei a divulgar, deixei isso muito claro: vá pelo treinamento, mas não pela certificação, que não vale nada.

Um ano se passou e uma coisa interessante começou a acontecer. Scrum virou uma febre. Surgiram inúmeros cursos de Scrum pelo Brasil e isso é ótimo. Muitas empresas passaram a querer ouvir sobre desenvolvimento ágil através do Scrum e isso é ótimo. Gestores passaram a se interessar por desenvolvimento ágil através do Scrum e isto é excepcional. Percebi que, possivelmente, avançamos mais em desenvolvimento ágil no Brasil com Scrum, em um ano, do que em todos os anos anteriores com o XP. Por que será?

Em primeiro lugar, é necessário destacar o mérito comercial daqueles que foram alguns dos principais responsáveis por disseminar o Scrum no Brasil neste ano que termina. Juan Bernabo e Boris Gloger fizeram um excelente trabalho. Conheço o Juan pessoalmente, considero um amigo e admiro bastante. Nós pensamos de maneira muito parecida em vários pontos, exceto, naturalmente, na questão da certificação. Mas, isso não é nenhum problema. O Juan fez um trabalho belíssimo ao longo deste último ano e vem lutando para promover as técnicas ágeis no Brasil. Não é o único, mas passou a ter um papel excepcional ao longo deste último ano. Seu talento comercial também tem sido muito importante.

Na ascensão do Scrum, há também um segundo fator: os termos usados. A palavra Scrum é desconhecida no nosso vocabulário. Não apenas é uma palavra em inglês, como é também uma palavra que pouca gente sabe o que significa, mesmo em inglês. Isso é muito bom. Na verdade, isso é ótimo, pois não cria nenhuma resistência. Aliás, cria até uma certa curiosidade: o que será que siginifica Scrum? Como se isso não fosse suficiente, a metodologia é inteiramente regida por termos em inglês: sprint, scrum master, product backlog, sprint planning meeting etc. No Brasil, isto é perfeito. Quanto mais termos em inglês, melhor em se tratando de venda. Aqui as pessoas sempre acham que o que vem de fora é bom e o que é brasileiro é ruim. Então, nada melhor que termos em inglês e um nome que não gera resistências, ao contrário do Extreme Programming. Este último, não poderia ser pior. Consegue juntar duas coisas que dão arrepio nas pessoas: extremo e programação. Só pode ser ruim! :-) Quem não conhece, não quer conhecer e, para piorar, ainda aproveita para criar os mais diversos tipos de FUDs. Nessa linha, alguns assuntos são verdadeiros clássicos, como programação em par e documentação. Aliás, minha paciência para lidar com estes e outros FUDs já se esgotou.

Por fim, na questão do Scrum, a parte mais importante de todas: a certificação. Do ponto de vista comercial, aqui no Brasil, a certificação é uma jogada de mestre. As pessoas buscam, cada vez mais, todo tipo de selinho que puderem encontrar no mercado para colocar em seus currículos. É uma cultura insana, mas absolutamente pervasiva. Vai de pessoas a empresas. Todos estão atrás de um selo. Neste sentido, o Scrum dá as pessoas aquilo que elas querem. Querem poder ir para um curso de dois dias e poder sair de lá enchendo a boca para dizer: agora eu sou um Certified Scrum Master. Aliás, que expressão linda. Em apenas três palavras, temos um certified e um master. Normalmente, ser certified ou master em qualquer coisa já seria bom demais. Mas, a certificação de Scrum vai além. Por que ser uma coisa ou outra, quando é possível ser as duas: certified E master? Brilhante! É como dizer que uma pessoa não é apenas boa. É boa ao quadrado. É como dizer que você é ultra super powerful Yoda Ninja. Ou seja, o cara. E para ser tudo isso, basta passar dois dias fazendo um curso. A isca perfeita!

Neste ano que passou, vi coisas impressionantes relacionadas à questão da certificação. Talvez o mais bizarro tenha sido ver pessoas que eu conheço, que têm experiência de anos com métodos ágeis, correndo desesperadamente para trasformar-se em Certified Scrum Masters. Os caras pagaram uma nota, não para aprender o que eles já estavam carecas de saber e praticar, mas para, ao final, receber o selinho! Impressionante. É claro que alguma coisa nova eles devem ter aprendido, mas...

Volto a repetir, esta não é uma crítica ao Scrum, que é excepcional. É uma crítica à mediocridade das pessoas, à incrível necessidade que elas têm de um selinho como forma de dizer ao mundo que são "alguma coisa". Comercialmente, Scrum é brilhante justamente porque dá às pessoas exatamente o que elas querem: a oportunidade de pagar caro, para obter mais um selinho e, assim, deixar o currículo com mais uma sigla. Aliás, não só o currículo. Tem gente que conseguiu herdar o pedantismo hercúleo dos PMPs, os quais assinam seus emails com um ", PMP" ao lado de seus nomes. Agora temos também o ", CSM". Certamente isso se inspira nos doutores, que após uma jornada colossal pelo mundo acadêmico, finalmente podem assinar seus nomes com um ", PhD" ao lado. Para um doutor, isso já é pedante, mas para um PMP, cujo mérito não se compara ao de um doutor, isso é ridículo. Para um CSM... bem, deixa para lá.

À medida que este ano termina, algumas coisas ficam claras para mim. Primeiro, é preciso admitir que comercialmente XP é muito ruim. Há uma resistência enorme ao seu uso, baseada nas mais diversas interpretações equivocadas. A maioria das pessoas não sabe o que é, mas pelo nome, é melhor nem saber mesmo. Com certeza não é coisa boa. Segundo, não tem certificação, o que é um pecado capital neste país. Terceiro, demanda das pessoas, das equipes, das empresas, um nível de atitude social e comportamental que parece ser avançado demais para o pensamento pequenino que reina nas empresas brasileiras, com raras exceções.

Fico muito feliz com o avanço do desenvolvimento ágil no Brasil, seja ele através do Scrum, XP, FDD, Lean, ou qualquer outro método ágil. Nada do que comentei acima sobre o Scrum foi um fator determinante na decisão que estamos tomando neste momento. Foram apenas questões que nos ajudaram a refletir e compreender melhor o contexto em que estamos inseridos. Se continuássemos apostando apenas no XP, com certeza continuaríamos tendo espaço no mercado, como temos tido até hoje, só não teríamos um negócio tão sustentável quando gostaríamos.

A razão básica pela qual estamos mudando de rumos é o real desejo de buscar um futuro mais sustentável para a Improve It. Neste sentido, é inevitável pensar sobre o modelo da 37signals. Sem dúvidas esta empresa é, atualmente, nossa principal inspiração. Acreditamos ter as pessoas, o talento e o capital necessário para começar. Precisaremos de muito mais do que isso ao longo do caminho. Mas, por enquanto, precisamos apenas começar e é exatamente o que estamos fazendo agora. Adoraria poder fazer as duas coisas: continuar prestando serviços e, em paralelo, desenvolver produtos. Parece uma ótima idéia. Na prática, entretanto, descobrimos, a duras penas, que não dá. Somos poucos, temos tempo e recursos limitados. É preciso escolher e focar. Então, o foco é atender os clientes que já estão conosco e trabalhar em produtos. Novos clientes de serviços na área de desenvolvimento ágil não serão mais aceitos.

Na área de produtos, nos concentraremos em produtos web, cujo modelo de cobrança seja através de assinatura e que seja destinado a pessoas físicas, profissionais liberais e pequenos negócios. Por inúmeras razões, não queremos ter grandes empresas como clientes. Nosso objetivo é ter muitos clientes pequenos e, assim, pulverizar nossa fonte de receitas.

Já estamos trabalhando em um primeiro produto, mas só comentaremos sobre ele quando já estiver mais próximo ao seu lançamento. Em todo caso, os clientes potenciais não são da área de TI, portanto, vocês provavelmente irão conhecer o produto, mas dificilmente irão usá-lo. Trata-se de outro público-alvo, bastante diferente.

O site da Improve It sofrerá alguns ajustes nas próximas semanas. Como ele é uma referência bastante acessada por quem procura informações sobre desenvolvimento ágil, sobretudo XP, continuará no ar com todo o material que lá se encontra. Porém, faremos algumas mudanças com o objetivo de não mais promover os serviços que oferecemos atualmente e deixar claro que estamos saindo deste segmento.

Muito obrigado a todos os que estiveram envolvidos conosco até aqui. Foi bom estar com vocês, mas estamos arrumando as malas e, a partir de 2008, nossa jornada segue em outra direção. Aos que permanecem nesta estrada, desejamos muito sucesso e um 2008 de grandes realizações. Que os métodos ágeis avancem rapidamente pelo Brasil!

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Comentários (27 até o momento)

  1. Eduardo Fiorezi disse aproximadamente 6 horas atrás:

    Vinicius,

    Olhando pelo lado do desenvolvimento ágil, esta é uma notícia triste, por tudo que você plantou em todo esse tempo, quando assisti sua palestra em 2004 minha carreira profissional mudou de rumo, a partir daquele momento eu tinha certeza do que eu gostaria de fazer.

    De outro lado parabéns pela escolha, a vida é feita de decisões, os caminhos são inúmeros. Dúvidas, incertezas, medos, ansiedade, sucesso, motivação e evolução são sentimentos de pessoas que querem mudar as coisas, que desejam fazer a diferença. Seu texto transmite tudo isso. Ótima sorte para todos da Improveit no novo caminho e mais uma vez obrigado por compartilhar toda experiência.

    Abraços

  2. Diego Carrion disse aproximadamente 6 horas atrás:

    Boa sorte com o novo rumo e espero que mesmo não prestando mais serviços, esse blog continue com a qualidade que o caracteriza.

  3. Rogério César disse aproximadamente 7 horas atrás:

    Vinícus,

    apesar de não nos conhecermos, sempre li os seus artigos e escutava seus podcasts e sempre tive um grande respeito sobre o seu conhecimento e trabalho desenvolvido. Te desejo toda sorte do mundo no seu novo caminho e gostaria de te pedir, que deixasse uma seção no novo site da improveit com conteúdo sobre metodologias ágeis, pois o site da improveit já virou referência nacional quanto se deseja buscar informações sobre metodologias ageis. Se possível, até disponibilizasse o conteúdo para download, para consulta quanto a internet não estivesse disponível.

    Abraços e boa sorte a todos da Improveit.

  4. Silfar disse aproximadamente 7 horas atrás:

    Vinicius,

    Assisti a primeira palestra de rails feita no rio por vocês, e gostei muito. Como disse o pessoal acima, é triste saber que ficaremos sem uma pessoa tão dinamica como você e os da sua equipe.

    Mas acho que idealismo só não enche barriga, vc está certo sim, vá buscar o seu lugar ao sol. Pois na área de desenvolvimento agil vc já alcançou.

  5. Lucas Húngaro disse aproximadamente 7 horas atrás:

    Bem, perdemos os serviços de treinamento da maior referência em desenvolvimento ágil no país, mas é muito interessante ver uma empresa brasileira apostar no software como serviço. Gosto muito desse modelo de negócios.

    Boa sorte a todos vocês.

  6. Celestino Gomes disse aproximadamente 8 horas atrás:

    BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ, BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ, BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ

    :~(

    Brincadeira!!!

    Boa sorte Vinny nessa nova jornada da Improve It, alias, ser como a 37signals??? Ah! Eu quero!

    :D

    Abraços e sucesso!

  7. Juliano D. Carniel disse aproximadamente 8 horas atrás:

    Que dureza!

    O seu pesar e sua frustração fizeram-se sentir no seu texto. Só tenho a dizer que o Brasil perde muito com a saída de vocês deste mercado.

    Quanto ao que vc falou sobre o Scrum, e da certificação, com certeza é um erro. Mas como falei há alguns dias num post no meu blog, é mais o mercado que exige este tipo de coisa. É o mercado que força a você colocar siglas em seu currículo, e elas servem como filtros. Não sou a favor das certificações assim como muitos, mas tenho que admitir, que quando você cai no mercado procurando por trabalho, você se força a apelar para as letrinhas. Hoje não é mais procurado profissionais, é procurado uma pessoa cheia de certificações, extremamente especialista. Infelizmente são poucos os que tem sorte de trabalhar com pessoas como vc, que entende este tipo filosofia, mas o mercado em geral não entende da mesma forma, e no final vc acaba se rendendo.

    Muito pesar, porém desejo muita sorte para vocês neste caminho.

    Feliz natal e um 2008 cheio de realizações.

  8. Glaucio Guerra disse aproximadamente 9 horas atrás:

    Um excelente trabalho foi feito pela Improve It desde que tenho acompanhado (2004) e minha visão de desenvolvimento de software mudou brutalmente graças a esta empresa. Fico feliz pela iniciativa de mudar o foco da Improve It porque para isso precisa ter, além de competência, muita coragem. Foi uma decisão difícil, acredito.

    Os podcasts vão fazer uma falta...

    Boa sorte a todos!

  9. Tapajós disse aproximadamente 9 horas atrás:

    Glaucio, como estaremos bem envolvidos com o desenvolvimento dos nossos produtos quem sabe não venha podcasts mais técnicos ? É uma ideia para o futuro.

    Um abraço

  10. Luca Bastos disse aproximadamente 9 horas atrás:

    Bem, não lamento nada. E nem poderia pelo que já curti aqui de informações importantes escritas em forma gostosa de ler.

    Só o que já foi construído já é bom demais. E depois, mesmo que egoisticamente eu lamentasse a pouco provável diminuição de informações interessantes em determinadas áreas, saberia que não é do meu bolso que as contas são pagas.

    É isso aí, bola pra frente. Toda a sorte do mundo procês que fazem um trabalho admirável e merecem que isto se transforme em dim dim no banco.

    Feliz Natal pra todos e que 2008 seja o melhor possível.

  11. Danilo Sato disse aproximadamente 10 horas atrás:

    Estava repondendo aqui mas percebi que o espaço ficou pequeno, então coloquei tudo num post :-)

    Sucesso!!

  12. AkitaOnRails disse aproximadamente 10 horas atrás:

    Grande Vinicius, perderemos uma Improve it para ganhar uma 37signals. Não sei porque eu acho que a troca é boa? :-) hehe

    Quanto ao PMP, boa observação. Concordo em gênero, número e grau. Isso porque eu sou um PMP e lá atrás quando tirei essa droga em 2005, eu realmente colocava nos meus e-mails Fabio Akita, PMP :-) Daí eu olhei praquilo e pensei: "cara, que coisa ridícula". A prova de PMP é a coisa mais trivial, qualquer idiota passa. E de fato passa porque eu conheci diversos gerentes de projetos - de grandes empresas - que eram PMPs e faziam absolutamente TUDO errado em termos práticos. Como o Vinícius disse, um médico, que gastou de 7 a 10 anos estudando sua profissão é uma coisa. Um gerente de projetos PMP que estudou talvez 40 horas e ganhou um certificado, é outra completamente diferente. PMI é exatamente isso: bullshitagem de marketing para ajudar a vender. E eu digo isso com conhecimento de causa.

    No meu LinkedIn também antes estava Fabio Akita, PMP. Agora está Fabio Akita, aka AkitaOnRails! :-) Muito melhor! Esse título precisou de muitos meses e muito suor e preciso me esforçar para mantê-lo. Portanto o usarei somente enquanto o merecer. Acho que assim é melhor.

    Boa sorte a todos vocês, espero que possamos continuar criando eventos no futuro! Mal posso esperar para ver seus novov produtos!

  13. Gustavo Cardoso disse aproximadamente 11 horas atrás:

    Vinícius, boa sorte em sua nova empreitada. Que você consiga plantar e colher ótimos frutos, como os que a Improve It já colheu.

    Tenha a certeza de que fez um bom trabalho. Passei a ter um visão completamente diferente após assistir a uma palestra sua aqui em Bauru no mês passado. Como lhe disse no Rails for Kids, foi uma das melhores palestras que já pude presenciar.

    Boa sorte mais uma vez!!!

    Um grande abraço!

  14. Bruno Hansen disse aproximadamente 12 horas atrás:

    Salve Vinicius,

    Quer dizer que não terei mais oportunidade de partipar de um curso ministrado por você? Ou ainda da tempo de contratar um curso de imersão ágil? ;o)

    Tenho a mesma opinião com relação a selos e me arrisco a ir um pouco mais além.

    Acabei de me formar na faculdade e a sensação que tenho é que só adiquiri mais um selo, o que é bem verdade. Tenho até vergonha de dizer que sou formado pois, na verdade não significou nada para mim. Joguei tempo fora quando na verdade poderia estar empregando-o para realmente aprender algo.

    Que realidade triste essa do nosso Brasil que comercializa em vez de ensinar!

    O projeto da minha vida hoje tem uma restrição: Não faço nada que me forneça um diploma. (Os cursos da improve it não dão diplomas não né? Brincadeirinha!)

    Boa sorte e sucesso a todos vocês ai da Improve It. E que continuemos todos nós "Getting Real"!

  15. elomarns disse aproximadamente 15 horas atrás:

    Vinicius, boa sorte com essa nova direção da Improve It.

    Considerando a competência de vocês, essa era uma decisão até lógica. O mercado de prestação de serviços de TI no Brasil tem questões culturais e políticas que impedem que uma empresa competente e ágil como a Improve It tenha o reconhecimento devido, principalmente no aspecto financeiro. Portanto, neste cenário, o desenvolvimento de produtos, pelo menos pra mim, parece ser mesmo um rumo mais justo para vocês.

    Se bem que toda mudança exige coragem, já que, por definição, a mudança implica em abandonar o que é familiar e seguro para se aventurar no novo. E como vocês certamente continuariam crescendo se mantivessem o caminho atual, esta mudança fica ainda mais difícil, demandando assim mais coragem. Sendo assim, parabéns por ter esta coragem.

    E, por fim, obrigado por toda a contribuição dada ao longo destes anos. Com certeza todo o material contido no site, no blog e nos podcasts da Improve It ajudaram muita gente a enxergar as coisas com mais clareza, incluindo a mim mesmo.

    Abraços.

  16. Igor Alves disse aproximadamente 21 horas atrás:

    Tenho um carinho especial pela Improve It, admiro muito seus membros, são pessoas excepcionais. Admiro demais a cultura que vocês conseguiram criar e não tenho dúvida de que terão muito sucesso nesse novo desafio.

    Um grande abraço pra vcs! :- )

  17. Juan Bernabó disse 1 dia atrás:

    Caro Vinicius,

    É uma perda enorme para agilidade no Brasil, justo no momento que se esta introduzindo nas empresas Scrum que serve como firewall entre a cultura organizacional tradicional e a equipe de desenvolvimento, eu creio que a demanda da dobradinha Scrum+XP ira crescer enormemente nos próximos anos, não porque XP precisa de Scrum, mais porque as empresas precisam de Certificar alguem para que esse alguem deixe as equipes brilharem e não deixe ninguém interferir, nem ficar fazendo as coisas que a maior parte dos gerentes faz.

    Mais é uma atitude corajosa fazer o que você esta fazendo, temos que sermos fieis a nos mesmos.

    De qualquer forma, eu acredito que muitos de nos teriam interesse e satisfação em investir um pouco das nossas economias para alavancar e capitalizar os produtos que vocês irão criar, em termos de riscos de desenvolvimento de produto com você e tua equipe onboard é muito perto de zero, so precisa tomar cuidado com o modelo de negocio e a estratégia de marketing e comercial, mais se seguir os passos de 37 signals já tem um modelo builtin bem testado.

    Quando estiverem prontos para abrir o capital, eu quero ter oportunidade de investir!!! ;)

    Abraços, Juan.

  18. Daniel Wildt disse 1 dia atrás:

    Vinícius! Nossa, primeiro levei um susto pela mudança de planos, mas concordo contigo. Estive em mercado de serviços desde 2002 e no final de 2006 optei por mudar um pouco a linha profissional que vinha seguindo, e iniciei o trabalho em uma empresa de grande porte. É um mercado complicado de se escalar, se pudéssemos criar uns clones de Vinícius Teles seria resolvido o problema.

    Não mudou minha mentalidade empreendedora nem minha vontade de usar e disseminar o uso de metodologias ágeis. Isto está comigo e ninguém tira. Pode ter certeza que a ImproveIT indo para o mercado de produtos, será uma empresa de sucesso nisto, porque os seus valores e princípios são os melhores possíveis.

    Da certificação de Scrum, concordo 100% com você. Infelizmente o processo é uma covardia, principalmente porque muitas pessoas fazem uso do selo e acabam por denegrir tudo o que você e outras pessoas ajudam a formar no Brasil.

    No mais meu amigo, pode ter certeza que as empresas seguirão querendo contratar você para consultorias e treinamentos e que a comunidade de metodologias ágeis segue contando com os seus ensinamentos e idéias para seguir crescendo.

    Um grande abraço e sempre que precisar, tens um camarada aqui para te ajudar!

    Abraço, Daniel Wildt

  19. BrunoPedroso disse 1 dia atrás:

    Também preferi escrever um post.

    Em resumo: Obrigado e parabéns :-)

  20. Bruno Caimar disse 1 dia atrás:

    Vinicius,

    Desejo muito sucesso pra vcs nessa nova empreitada. De resto só tenho a agradecer por todo o material sobre agilidade que vocês produziram até hoje e que me ajudaram a entender como fazer software melhor.

  21. raony disse 6 dias atrás:

    Como diz o ditado,

    A palavra convence, mas o exemplo arrasta.

    Sucesso! e que o sucesso de vocês fale em seu lugar.

    grande abraço.

  22. Edson de Lima disse 9 dias atrás:

    Praticamente não sobrou muita coisa para se comentar sobre esta mudança, então resta apenas desejar sucesso. Sabemos o quanto a ImproveIt significa para o desenvolvimento Ágil no Brasil, e tenho certeza que logo logo poderemos nos orgulhar dos produtos desenvolvidos por vocês. Sucesso a todos!

    P.S: Apenas, por favor, não parem de produzir material sobre metodologias ágeis ;)

  23. Emerson disse 14 dias atrás:

    O primeiro adjetivo que me ocorre para a Improve It é: germinadora. Lembro-me quando em 2004 encontrei seu site ao buscar alguma alternativa para enfrentar o caos e o clima de engodo que cercava a maioria dos ambientes de desenvolvimento que conhecia, tudo bem, não eram muitos, mas sempre os percebi como senso comum, e continuo achando que muitos continuam na mesma situação.

    O conteúdo oferecido pelo site foi muito sedutor, e felizmente consegui influenciar a empresa para qual trabalhava a contratar a Improve It para a realização de treinamento e coach na implantação do XP, tempos felizes. Afinal, se não estiver se divertindo não é XP.

    Agora, repentinamente na posição de gerente de uma "fábica de software", e com outros desafios, volto a pesquisar metodologias ágeis para perverter ao menos um pouquinho o processo quadrado de software, aproveitando o "poder" que investiram em mim. E eis que novamente me encontro no site da Improve It.

    Não fiquei exatamente triste com o texto acima, o vejo como uma nova página que vocês escreverão. O que me motivou a escrever esse comentário foi o prazer em retomar contato com as tão agradáveis palavras de Vinicius Manhães.

    A semente foi plantada, e tenho imensa satisfação de tentar o sucesso no desenvolvimento de software, mas prefiro que ele seja ágil.

    Desejo-lhes bastante êxito.

  24. Anselmo Battisti disse 27 dias atrás:

    A vida é feita de decisões e vocês além de decidir ainda explicaram o motivo de maneira clara, também trabalho em uma empresa e é bem o que você falou, entradas mensais com diversos clientes a fim de manter o capital de giro da empresa, não adianta ter 10 mil este mes e zero no seguinte, esse é o modelo casas bahia :)

    []'s Anselmo Battisti

  25. Anderson disse 2 meses atrás:

    Boa sorte nesta nova empreitada.

    A ImproveIt com certeza mudou a forma de desenvolver software no Brasil.

    Logo, você encontrará novamente um nicho onde possa voltar a ser nosso mentor.

  26. Mogli disse 2 meses atrás:

    Vinícius,

    vim ao blog da Improve It após ter lido a mensagem que enviou ao grupo XP Rio. Não fui um dos fundadores desta empresa, mas sei que em um determinado momento consegui ajudá-lo a manter a empresa online e, talvez por isso, eu tenha um carinho todo especial por ela e deseje sempre o melhor para seu futuro.

    Conheço você, Vinícius, de longa data (desde o seu primeiro curso de XP na UFRJ) e tenho certeza que o sucesso estará sempre caminhando ao seu lado. A decisão de tirar o foco das metologias ágeis, ao que me parece, veio na hora certa. Você é a referência local(ou seria nacional?) em termos de XP. Acho que esgotou todas as possibilidades de difundir seus conceitos e as suas opiniões, sempre pertinentes, sobre o assunto. Chegou a hora de mudar, de ganhar dinheiro de fato e de tornar a empresa, como você mesmo disse, auto-sustentável. E, podem apostar, mesmo sem a tal CSM, o Vinícius é "o cara".

    Boa sorte a todos da Improve It.

    Luís Fernando Orleans (futuro PhD :-)

  27. Sergio Eurico disse 6 meses atrás:

    "O Rei está morto. Vida longa ao Rei."

    Paz, Saúde, Sucesso.