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Alinhamento de interesses

Publicado por Vinicius Manhães Teles há 11 meses.

Dois amigos têm que dividir uma pizza em dois pedaços iguais. Um deles se oferece para dividir a pizza e escolher um pedaço para o amigo. Mas, o outro, percebendo o risco que corre, sugere: você divide e eu escolho qual vai ser meu pedaço.

Pizza

Foto de wEnDaLicious, disponibilizada como Creative Commons.

Agora ninguém corre o risco de ficar com um pedaço menor. Usando esta solução, os interesses ficam perfeitamente alinhados. Esse é um caso clássico e bastante simples de fair division, da Teoria dos Jogos.

Essa idéia é usada em XP, no contrato de escopo negociável. Enquanto os contratos tradicionais de desenvolvimento de software levam as partes a conflitos permanentes, porque os interesses se opõem, o contrato de escopo negociável alinha os interesses, de modo que os conflitos passam a ser raros.

Buscando o alinhamento no Be on the Net

Trabalhando em diferentes projetos XP, pude observar que o uso deste tipo de contrato é um dos principais elementos que ajudam a garantir o bom funcionamento dos projetos. Os efeitos desse alinhamento de interesses são tão positivos que eu queria trazê-los para o Be on the Net. Então, enquanto concebíamos o modelo de negócio, sempre pensávamos em como alinhar três interesses fundamentais:

Solução

A solução é simples: para cada cliente, tente criar o melhor site possível. Faça com que o site seja rico em conteúdo útil. Permita que o cliente possa colocar tanto conteúdo quanto quiser, seja no formato de texto, imagens ou vídeos. Faça com que o site seja bonito e atrativo. E, por fim, faça com que seja extremamente funcional. Em suma, usando uma gíria bem comum aqui no Rio, faça o site de cada cliente "bombar".

Por que esse é o melhor caminho para todo mundo? Comecemos pelo nosso cliente. Ele nos paga justamente para que possa ter um site que lhe gere novos negócios. Ele adota uma presença na internet, na esperança de que seu trabalho possa ser encontrado facilmente e possa ser mostrado de modo atraente. Em suma, ele quer conquistar mais e mais clientes através do site.

A sociedade, por sua vez, quer encontrar informação relevante na internet. Quer encontrar sites úteis, fáceis de usar, que vão direto ao ponto e resolvem o problema. As pessoas estão fartas de sites cheios de penduricalhos, mas pobres de conteúdo. Então, quando os sites de nossos clientes oferecem conteúdo relevante, de um modo fácil de usar e com aparência agradável, as pessoas agradecem.

E o que nós ganhamos ajudando nossos clientes a mandarem bem e a sociedade a achar sites úteis? Nós ganhamos mais clientes e, portanto, mais faturamento.

Quanto mais gente conhece os sites de nossos clientes, mais conhecem o produto sobre o qual estes sites são construídos: o Be on the Net. No rodapé de cada site que fazemos há uma linha assim: "Powered by Be on the Net, um produto da Improve It". Sendo assim, quanto mais gente acessa os sites que criamos, mais gente vem até nós. Sobretudo se o site que estão acessando é útil, atraente e funcional.

Com o Be on the Net, conseguimos alinhar perfeitamente nossos interesses, com os dos nossos clientes e da sociedade. Isso faz com que tenhamos interesse real e genuíno de fazer o melhor serviço possível, porque todos ganham dessa forma, sobretudo nós mesmos.

O alinhamento de interesses em um exemplo prático

Quando o site de um cliente está todo configurado, parte do trabalho que ainda nos resta consiste em pesquisar as melhores palavras-chave para introduzir em pontos estratégicos do site, de modo a alimentar o Google e, com isso, conquistar uma posição melhor nos resultados das buscas. Isso é parte do SEO que está embutido em nosso serviço. Nós pesquisamos palavras que tenham a ver com todos os tipos de serviço oferecidos por um cliente.

Uma vez, deparei-me com um fotógrafo que oferece vários tipos de serviços fotográficos, além de vender inúmeros tipos de produtos com aplicação de fotos. Pesquisar palavras-chave para cada um dos serviços e produtos oferecido seria tarefa das mais árduas. Confesso que me senti intimidado. Mas, logo em seguida, me dei conta de que era o único caminho a trilhar.

A natureza humana falou mais alto, isto é, meu próprio egoísmo se manifestou, e me fez perceber que, para meu próprio bem, o melhor a fazer era pesquisar arduamente cada palavra-chave, para cada segmento em que aquele fotógrafo trabalhasse. Eu sabia que ele ia ganhar muito com isso, mas naquele momento, estava pensando mais em mim mesmo, pois eu ia ganhar tanto ou mais, se fizesse meu cliente "bombar". Foi nesse momento que senti na pele o poder do alinhamento de interesses. Quanto mais pensava em mim, mais agia em prol dos interesses do meu cliente e da sociedade!

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Comentários (5 até o momento)

  1. Juarez P. A. Filho disse aproximadamente 7 horas depois:

    Ótimo texto Vinicius, realmente é um ótimo exemplo de alinhamento de interesses. Querer desenvolver o melhor produto para satisfazer as necessidades dos clientes e de seus clientes é o que devemos sempre buscar. Sucesso.

  2. miguelbaldi disse aproximadamente 8 horas depois:

    Muito interessante este artigo. Embora atualmente eu viva uma realidade muito distante desta, onde fornecedor/cliente travam uma verdadeira batalha firmada por contratos, achei muito show sua aplicação prática de alinhamento de interesses. Confesso que não conhecia este conceito, não desta forma. Abraço

  3. Leandro Silva disse aproximadamente 8 horas depois:

    Um dos melhores textos que já li nos últimos tempos.

  4. Paulo R. A. Sales disse aproximadamente 9 horas depois:

    Vinícius,

    Muito bom este artigo! No final você deu um toque de cultura oriental, muito bom:

    "Ao perceber o infinito de possibilidades em você mesmo estará fazendo o bem a todos que o rodeiam!"

    Att. Paulo R. A. Sales.

  5. Tino Gomes disse 1 dia depois:

    É jogar frescobol ao invés de tênis!

    ;)