Blog da Improve It 
Publicado por Vinicius Manhães Teles há
aproximadamente 1 ano.
Acaba de ser publicado o Improvecast 22 no qual entrevistei Edson de Lima, que falou sobre a implantação do Extreme Programming na LeoSoft, uma empresa do Paraná que contou com o treinamento Imersão Ágil há alguns meses e está trabalhando com o XP desde então. Eu havia escrito há algum tempo sobre como foi o Imersão Ágil na LeoSoft e o pessoal de lá nos concedeu este depoimento. Se quiser, você também pode ver as fotos do treinamento.

Falamos sobre diversos assuntos relacionados à adoção do XP e também sobre a implantação do MPS.BR na LeoSoft. Antes do treinamento Imersão Ágil, a LeoSoft havia iniciado um processo de implantação do MPS.BR junto a outras empresas da região. Algum tempo após o Imersão Ágil, começou de fato a implantação do MPS.BR em um dos projetos da empresa. Isso está sendo um desafio, visto que a filosofia do MPS.BR é, em vários aspectos, bem diferente da filosofia do Extreme Programming. Esta é uma das questões que discutimos no Improvecast 22. Se você quiser saber mais sobre o MPS.BR, escute o Improvecast 8.
Ouça a entrevista com Edson de Lima!
Tags agile, podcast, TDD, xp | nenhum comentário
Publicado por Vinicius Manhães Teles há
aproximadamente 1 ano.
A partir de hoje os Improvecasts também estão no iTunes Store, da Apple. Veja! Isso deve aumentar a visibilidade dos podcasts e, com isso, levar informações sobre desenvolvimento ágil e Ruby on Rails para mais gente no Brasil.
Os episódios agora passam a contar com um novo logo:

Se você quiser ajudar a aumentar a visibilidade dos Improvecasts no iTunes Store, por favor, acesse a página dos Improvecasts na iTunes Store e clique em Subscribe. Isso vai ajudar a elevar as estatísticas de acesso e melhorar a visibilidade nos próximos dias.
Gostaria de agradecer imensamente ao nosso amigo, Marcelo Alvim, que está lá nos EUA e fez o cadastro no iTunes Store para nós.
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Publicado por Vinicius Manhães Teles há
aproximadamente 1 ano.
Na última quarta-feira entrevistei Demetrius Nunes para o Improvecast 21. Demetrius atua como Gerente de Projetos no Grupo de Tecnologia em Computação Gráfica da PUC-Rio, o TecGraf. Lá ele utiliza Scrum e práticas de outras metodologias ágeis, tais como Extreme Programming e Lean Software Development. Demetrius também desenvolve usando Ruby on Rails e foi um dos primeiros desenvolvedores Rails do Rio de Janeiro. Ele é autor do act as taggable e será um dos palestrantes do Rio on Rails.

Veja o Improvecast 21.
Tags agile, lean, podcast, rails, scrum, xp | nenhum comentário
Publicado por Vinicius Manhães Teles há
aproximadamente 1 ano.
Na última semana realizamos algumas mudanças nas páginas dos podcasts. A listagem agora está assim:

Ao clicar em um dos itens, você é levado a uma página que lista todos os arquivos que compõem o podcast, dados a respeito da pessoa entrevistada e um resumo dos assuntos tratados. Ficou assim:

Além dessas mudanças, introduzimos novos botões para que você tenha acesso rápido ao RSS dos podcasts. No botão "iTunes" você pode até mesmo inscrever-se automaticamente para receber os novos episódios em seus iTunes.
Esperamos que essas mudanças tornem mais prático o uso dos podcasts. A propósito, novos episódios estão a caminho e devem começar a chegar no início da próxima semana.
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Publicado por Vinicius Manhães Teles há
aproximadamente 1 ano.
RUP pode ser ágil, ao contrário do que muitos acreditam. Isso é que nos explica José Paulo Papo no Improvecast número 20. José Papo trabalha com implantação de processos e gerência de projetos na BRQ. Além disso, é professor de Engenharia de Software e Lógica de Programação na Universidade São Judas Tadeu e de RUP na FIAP.

Um dos destaques desse podcast foi a evolução do RUP nos últimos anos, no sentido de adotar princípios alinhados com os do Manifesto Ágil. Outro assunto interessante é o surgimento do OpenUP. Conversamos também sobre os seguintes assuntos:
- Como e quando foi seu primeiro contato com abordagens ágeis de desenvolvimento de software?
- O que mais chamou sua atenção nessas abordagens?
- Que tipo de problemas você tinha antes de adotar tais abordagens?
- Que tipo de uso prático você vem fazendo das metodologias ágeis atualmente? Você utiliza alguma ou algumas delas em seu trabalho?
- Que práticas ágeis você mais utiliza atualmente?
- Quais você considera mais fáceis?
- Quais são as mais difíceis?
- O que é o OpenUP?
- Como você enquadra o OpenUP em relação às metodologias ágeis de desenvolvimento de software?
- Na sua atuação como professor universitário, você ensina abordagens ágeis de desenvolvimento?
- Pelo que você tem observado, as universidades estão começando a ensinar metodologias ágeis, ou ainda estão baseadas apenas nos modelos tradicionais de desenvolvimento de software?
- Como você está vendo a evolução da adoção de métodos ágeis aqui no Brasil?
- Quais são seus planos para o futuro, na área de desenvolvimento ágil?
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Publicado por Vinicius Manhães Teles há
aproximadamente 1 ano.
Acaba de ser publicado o podcast mais divertido que já gravei: o Improvecast 19. Dessa vez entrevistei a equipe de desenvolvimento da Ancar (veja as fotos), que atua na gestão de shopping centers e é cliente dos serviços de mentoring da Improve It. A Ancar vem trabalhando com XP desde o início de 2005. Durante dois anos os esforços de desenvolvimento estiveram concentrados em Java e mais recentemente a equipe passou a utilizar também Ruby on Rails.

Dessa vez, além do podcast, você também pode ler o estudo de caso da Ancar e ver as inúmeras fotos da equipe da Ancar trabalhando com XP. São nada menos que doze álbuns de fotos da Ancar. Aproveite!
Esses foram os assuntos tratados no Improvecast 19:
- Quem é a Ancar e o que ela faz?
- Como vocês conheceram o XP?
- Que tipo de problemas vocês tinham antes de adotar o XP e o que os levou a querer adotá-lo?
- Que abordagem vocês utilizaram para adotar o XP e quando começou a adoção?
- Qual era a plataforma de desenvolvimento utilizada na época em que vocês começaram com o XP?
- O que motivou vocês a adotarem o Java?
- Que treinamentos vocês fizeram antes de iniciar o primeiro projeto XP e como eles foram conduzidos?
- Depois do período inicial de mentoring e treinamento, vocês deram início ao primeiro projeto XP na Ancar, o Ancar2Go. O que é o Ancar2Go e que benefícios de negócio eram esperados dele?

Tela do Ancar2Go com a planta de um dos shoppings administrados pela Ancar.
- Quantas pessoas havia na equipe do Ancar2Go?
- Quem atuava como cliente desse projeto?
- Qual o tamanho das iterações?
- Que práticas do XP mais se destacaram nesse projeto?
- Que tipo de transformações vocês notaram no relacionamento com o cliente a partir da adoção do XP?
- O que mudou no entrosamento e motivação da equipe?
- Um dos aspectos que mais me marcaram no desenvolvimento do Ancar2Go foi a troca de abordagem que ocorreu logo no início do projeto. Começamos pensando em desenvolver um sistema web. Entretanto, à medida que o projeto avançou umas duas semanas, começou a ficar claro que um sistema desktop seria mais adequado. Lembro-me até hoje de uma reunião de planejamento semanal na qual observei, pela expressão do do rosto do Rafal, que ele não estava à vontade com a maneira como o sistema estava sendo desenvolvido. Então, pedi a ele que expressasse sua opinião, o que ele fez muito bem, levando-nos ao caminho que se revelou corretíssimo: uma aplicação desktop. Vocês acreditam que a estrutura de trabalho do XP, com suas iterações curtas, foco em adaptar-se a mudanças, re-planejamento a cada início da iteração e envolvimento de todos no planejamento, contribuiu para identificarmos cedo que estávamos indo no caminho errado?
- No início de 2006, após diversas tentativas de contratar desenvolvedores aqui no Rio, vocês decidiram tentar algo novo: importar profissionais do Paraná, recém-graduados, que estivessem dispostos a mudar-se para um apartamento próximo à Ancar, no Rio de Janeiro. Nesse processo, vocês adotaram a programação em par como forma de avaliar os candidatos. Vocês poderiam falar um pouco mais sobre o que foi feito nesse sentido?
- Depois da contratação, como a programação em par contribuiu para o trabalho dos novos desenvolvedores?
- Um aspecto muito forte aí na Ancar é a questão do desenvolvimento orientado a testes. No último projeto que vocês fizeram em Java, a taxa de cobertura dos testes era extremamente elevada, bem próxima de 100%. Agora, com dois anos de uso permanente do XP, qual a visão que vocês têm sobre a criação de testes automatizados ao longo do desenvolvimento? Eles realmente fazem a diferença e contribuem para elevar a qualidade dos produtos gerados?
- Outro aspecto significativo aí na Ancar é o nível de automação dos builds. Explique um pouquinho como é conduzido o processo de integração contínua e qual é o papel do Bob Esponja nessa questão. :-)
- O entrosamento da equipe sempre foi uma preocupação de todos nós aí na Ancar. Uma das tradições que criamos aí foi o almoço semanal com boliche. Vocês poderiam falar um pouco mais sobre ele?
- Recentemente vocês se viram diante da necessidade de desenvolver o primeiro sistema web. Diante disso, foi preciso tomar uma decisão sobre a plataforma. Vocês estudaram várias soluções no mundo Java, mas acabaram optando por sair do Java e utilizar Ruby on Rails. O que os motivou a fazer essa migração?
- Vocês podem falar um pouco sobre esse novo projeto?
- Vocês acham que está valendo a pena trabalhar com o Rails?
- O que vocês mais têm gostado a respeito do Rails?
- Quais têm sido os maiores desafios e como eles vêm sendo tratados?
- Recentemente vocês, em conjunto com o Tapajós, aqui da Improve It, desenvolveram um plugin para o Rails. O que ele faz?
- Finalmente, quais são seus planos para o futuro em termos de desenvolvimento ágil e Ruby on Rails?
Além de escutar o podcast, veja as fotos. E lembre-se, quem quer aprender mais sobre desenvolvimento ágil deve ficar atento. Em breve lançaremos nossos primeiros treinamentos abertos ao público. Fique sabendo de todos os detalhes mais cedo e concorra a descontos. Basta cadastrar seu email para receber todos os detalhes. Cadastre-se.
Tags agile, brazilianrails, fotos, java, podcast, rails, teste, workshop, xp | 3 comentários
Publicado por Vinicius Manhães Teles há
aproximadamente 1 ano.
Acaba de ser publicado o Improvecast 18 que traz o surpreendente relato de um cliente dos serviços de mentoring da Improve It, a Paggo, que desenvolveu um sistema de cartão de crédito usando Extreme Programming do início ao fim. Entrevistei Mauricio Hermogenes, Diretor de Tecnologia da Paggo. Ele descreveu o Oi Paggo, um sofisticado sistema de "cartão" de crédito utilizando celulares desenvolvido em parceria com a operadora de telefonia Oi.

O Oi Paggo foi desenvolvido sobre a plataforma Java e XP foi usado como metodologia de desenvolvimento, o que, segundo a Paggo, permitiu que o sistema fosse implementado em tempo recorde. O Oi Paggo já está em uso em diversas cidades brasileiras e sua receptividade está superando as próprias expectativas da Paggo, como o Mauricio explica no podcast.

Fonte: http://www.oipaggo.com.br
O Oi Paggo talvez seja hoje um dos produtos mais amplamente utilizados desenvolvidos em XP no Brasil. Trata-se de um projeto inédito, tanto em termos do negócio (cartão de crédito via celular), quanto em termos da metodologia de desenvolvimento. Portanto, esse podcast, além de ser muito instrutivo, é também um ótimo case para demonstrar o potencial do Extreme Programming no mercado brasileiro.
Esses foram os assuntos tratados no Improvecast 18:
- Quem é a Paggo e o que ela faz?
- O que é uma solução de private label?
- O que é o Oi Paggo?
- Como funciona o Oi Paggo?
- Quais as vantagens do Oi Paggo para os compradores?
- Qual o custo do Oi Paggo para os compradores?
- O que um comprador deve fazer para habilitar seu Oi Paggo?
- Quais as vantagens do Oi Paggo para os lojistas?
- Qual o custo do Oi Paggo para os lojistas?
- O que um lojista deve fazer para habilitar seu Oi Paggo?
- Quando a Paggo foi fundada e qual era seu objetivo?
- Quando e como teve início o projeto do Oi Paggo?
- Quando o Oi Paggo foi lançado como piloto?
- Quando o Oi Paggo foi lançado em nível nacional?
- Como está sendo a receptividade do mercado?
- A Paggo utilizou Extreme Programming desde que começou a desenvolver sua plataforma de cartão de crédito, em 2004. O que motivou a opção pelo XP?
- Como se deu a implantação do XP no início?
- Que práticas foram utilizadas no início?
- Quais foram mais fáceis de adotar?
- Quais foram os principais benefícios observados neste primeiro momento?
- Quais as principais dificuldades?
- Em 2005 a Paggo deu início ao desenvolvimento do Oi Paggo e a Improve It foi chamada para ajudar a dar continuidade na implantação do XP, através de seu serviço de mentoring. Que novidades foram sugeridas e implantadas nesse momento?
- Como foi conduzido o trabalho de mentoring?
- Na opinião de vocês, qual a importância desse tipo de trabalho?
- Quais foram os principais benefícios observados?
- Que práticas foram mais fáceis de utilizar?
- Quais foram mais difíceis?
- Você poderia falar um pouco sobre a arquitetura tecnológica da Paggo?
- Quantas pessoas havia na equipe de desenvolvimento no início do projeto Oi Paggo?
- Quantas pessoas fazem parte dessa equipe atualmente?
- Como vocês lidaram com o desafio de contratar pessoas capacitadas nessas tecnologias?
- Como vocês conduziram o treinamento dos novos contratados?
- Qual foi a importância da programação em par nessa questão?
- Em 2005, enquanto eu estava fazendo mentoring com a Paggo, utilizavam-se iterações semanais para o desenvolvimento do Oi Paggo. Quem atuava como cliente nas reuniões de planejamento?
- Como eram usados os cartões nessas reuniões?
- Como os cartões eram estimados?
- Como eles eram acompanhados ao longo da iteração?
- Uma coisa interessante que aconteceu na Paggo é que os cartões saíram da área de desenvolvimento e foram adotados por outros departamentos. Você poderia falar um pouco mais sobre como os cartões passaram a ser usados em toda a empresa?
- Na sua opinião, o que motivou tamanha aceitação e uso dos cartões?
- No momento, qual o tamanho da iteração de vocês? Continua sendo semanal?
- Em 2005, fazíamos retrospectivas ao final de cada iteração. Na opinião de vocês, que benefícios elas geravam?
- As retrospectivas continuam sendo usadas atualmente?
- Um dos desafios em se trabalhar com uma equipe grande é a reunião diária, o stand up meeting. Ela pode acabar se alongando demais caso a equipe seja grande. Como vocês têm lidado com essa questão?
- Enquanto estive com vocês, um aspecto que trabalhamos muito foi a questão de automação de testes, utilizando fortemente mock objects e outros conceitos. Quais foram as principais inovações nessa área, comparando-se com a forma pela qual vocês começaram a adotar o XP em 2004?
- Como a automação de testes vem sendo tratada atualmente?
- Na opinião de vocês, qual a importância da automação dos testes e de práticas como desenvolvimento orientado a testes para a qualidade do produto final?
- Vocês têm conseguido manter o design organizado através de sucessivas refatorações do código?
- Qual tem sido a importância dos testes automatizados para viabilizar as refatorações?
- Outro ponto que trabalhamos muito foi a questão da automação de builds e integração contínua. Quais foram as principais mudanças realizadas nessa área?
- Como ela vem sendo tratada atualmente?
- Como vocês têm lidado com o desafio de colocar mudanças no ar rapidamente, em um sistema que já está em plena utilização?
- A Oi, como quase todas as grandes empresas brasileiras, baseia seu processo de desenvolvimento em métodos tradicionais de gestão de projetos, tais como aqueles disseminados pelo PMBOK. Como vocês vêm lidando com essa diferença cultural entre o modelo de desenvolvimento da Paggo, baseado no XP e o modelo de gestão da Oi, baseado no PMBOK?
- O XP contribuiu de alguma forma para o bom relacionamento entre a Paggo e a Oi?
- Na opinião de vocês, qual tem sido a importância da utilização do XP no que se refere à motivação da equipe de desenvolvimento e habilidade da Paggo em reter seus profissionais?
- Que tipo de adaptações vocês tiveram que fazer no XP para que se adequasse às particularidades da Paggo?
- Quais são os principais desafios que vocês estão vivenciando no momento, tanto no nível do negócio, quanto no técnico?
- Como está sendo a receptividade do Oi Paggo no mercado e o que a Paggo está preparando para o futuro próximo?
Tags agile, java, podcast, teste, xp
Publicado por Vinicius Manhães Teles há
aproximadamente 1 ano.
No final de junho comecei a gravar alguns podcasts e gostei da experiência. Gostei tanto que passei a gravá-los freneticamente, em um ritmo mais acentuado do que deveria. O bom disso é que pude conversar com inúmeras pessoas, em todo o Brasil e aprender com suas experiências. O ruim é que os podcasts se acumularam e acabei extrapolando os limites.
Editar um podcast e publicá-lo não é tão fácil quanto parece. Cada podcast demanda muitas horas de trabalho e a verdade é que eu não tenho tanto tempo livre assim. Então, não tive escolha a não ser recorrer às madrugadas. Afinal, para que dormir? :-) Funcionou "bem" durante um tempo e me ajudou a diminuir o acúmulo. Mas, o preço foi alto.
No final de agosto tirei alguns dias de férias, conforme estava programado há alguns meses. Nos primeiros dias foi tudo bem, mas logo depois peguei uma gripe infernal. Era o corpo cobrando a conta de tantos dias mal dormidos. Fazia anos que eu não gripava. Para piorar, coisas ruins nunca vêm sozinhas. Sempre andam em bando. :-) Então, quando retornei ao Rio, fui apresentado a alguns problemas bastante sérios que demandaram muito de mim e só ajudaram a piorar a gripe.
Em resumo, as primeiras semanas desse mês foram, digamos assim, conturbadas. O problema é que ainda havia três podcasts, já gravados, para serem publicados. E todos ficaram ainda mais atrasados porque não consegui cuidar deles.
Finalmente as coisas estão se normalizando e hoje coloquei no ar um dos podcasts mais interessantes que já gravei. Ele fala sobre a Paggo, uma empresa que desenvolveu um sistema de "cartão" de crédito inteiramente baseado em celular: o Oi Paggo. Esse sistema foi todo implementado usando Extreme Programming desde o início. Portanto, é um case extremamente interessante. O podcast já está no ar e no próximo post irei descrevê-lo em detalhes.
Ainda há mais dois podcasts para serem publicados antes que eu comece a gravar os novos. Só queria que vocês soubessem porque estava demorando tanto para publicar novos episódios.
Tags podcast, xp | nenhum comentário
Publicado por Marcos Tapajós há
aproximadamente 1 ano.
Eduardo Fiorezi publicou mais um podcast da série "Tudo que quero saber!". Dessa vez foi sobre disciplina em projetos com eXtreme Programming e eu fui entrevistado junto com o Danilo Sato.
Fiquei muito feliz com o convite do Eduardo e em conhecer o Danilo, com quem já troquei algumas figurinhas sobre o Dojo-SP. Obrigado Eduardo !
Mais informações sobre o podcast aqui.
Tags baby steps, Danilo Sato, dojo, extreme, Marcos, passos de bebe, podcast, programming, Tapajós, TDD, Testes, xp | 2 comentários
Publicado por Vinicius Manhães Teles há
aproximadamente 1 ano.
Há pouco mais de um mês eu e minha esposa fomos a uma festa onde encontramos com um velho amigo em comum, Bruno Siqueira. Embora o Bruno, minha esposa e eu tenhamos todos formação na área de TI, nós nos conhecemos em outro contexto completamente diferente: a dança de salão. Então, raramente conversamos com o Bruno sobre Informática. Porém, dessa vez acabamos falando um pouco sobre isso e fiquei sabendo que ele tinha saído, há pouco tempo, de uma empresa que implantou ISO, MPS.BR e CMMI. Hoje em dia ele trabalha com Scrum. Uma mudança significativa que, obviamente, merecia ser discutida em um novo Improvecast.

Clavius Tales, da Fortes Informática, falou, no último podcast, sobre a experiência de ter passado pelo MPS.BR e depois abandoná-lo em prol do XP. Dessa vez é o Bruno que conta como foi deixar para traz ISO, MPS.BR e CMMI. Atualmente, ele trabalha com Scrum no Tecgraf, Grupo de Tecnologia em Computação Gráfica, criado em 1987 em parceria com o Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras).
Nessa entrevista, Bruno afirma que aprendeu bastante com os modelos de qualidade, mas depois de ter a oportunidade de trabalhar com Scrum, acredita que está obtendo resultados iguais ou superiores ao que tinha antes, porém com maior velocidade e muito menos esforço. Se depender dele, modelos de qualidade, tais como o que ele tinha que usar no passado, permanecerão sendo apenas parte do seu passado.
Esses foram alguns dos assuntos tratados no Improvecast 17:
- Você trabalhou durante alguns anos em uma empresa que passou pela implantação da ISO, MPS.BR nível F e CMMI nível 3. Na sua opinião, o que motivou a empresa a buscar essas certificações?
- Quando você foi trabalhar nessa empresa, qual era o tamanho da equipe de desenvolvimento?
- Qual o perfil das pessoas?
- Que tipo de projeto vocês estavam fazendo?
- Que plataforma de desenvolvimento era utilizada?
- Qual foi o primeiro modelo adotado?
- Quanto tempo levou a adoção da ISO?
- Qual era a participação dos desenvolvedores no que se referia à ISO?
- O que é o TABA e para que você o utilizava?
- Qual foi o modelo adotado a seguir?
- Quanto tempo levou a adoção do MPS.BR?
- Qual foi a participação dos desenvolvedores durante o processo de implantação do MPS.BR?
- Em que o MPS.BR afetou a vida de vocês?
- Em que o MPS.BR contribuiu para a melhoria da qualidade dos sistemas.
- Como o MPS.BR afetava a motivação dos desenvolvedores?
- Qual a sua visão sobre a avaliação do MPS.BR? O que você observou?
- Depois do MPS.BR, veio o CMMI, certo?
- Quanto tempo durou a implantação?
- O que você identificou de diferente na implantação do CMMI, em relação ao MPS.BR?
- Qual a sua visão sobre a avaliação do CMMI? O que você observou?
- Quais os benefícios, para a empresa, que você identificou com a implantação desses modelos?
- Quais os benefícios, para você, como desenvolvedor?
- Como eram tratadas as mudanças nesses modelos?
- O avaliador tem que ser um exímio desenvolvedor de software para se tornar um avaliador?
- Modelos como o MPS.BR e o CMMI são complexos. Desenvolvimento de software, pela sua natureza, já é uma atividade bastante complexa. É correto tentar atacar essa complexidade intrínseca com mais complexidade?
- Você enxerga alguma situação em que modelos de maturidade como esses sejam realmente válidos?
- Recentemente, Marcos Pereira, desenvolvedor de software do Recife, nos concedeu um depoimento sobre a implantação do MPS.BR na empresa em que trabalha. Entre outras coisas, ele relatou:
- Dezoito meses gastos para obter o nível G.
- Pouca ou nenhuma participação dos desenvolvedores.
- Dezoito meses com grande preocupação com o processo, muito artefato para alimentar o processo, porém na visão dele, pouca contribuição para desenvolver software melhor.
- Outra coisa que ele observou é que quem define o processo não vive as conseqüências dele.
- Além disso, quem tem que seguir o processo, conhece pouco dele, portanto, sente dificuldades em propor melhorias.
- Ele também relatou que houve alta rotatividade dos desenvolvedores durante a implantação do MPS.BR. Ou seja, o MPS.BR, ao menos na empresa dele, não ajudou a reter pessoas.
- Dificuldade e lentidão para incorporar mudanças.
- Ele se queixou de que o processo não era voltado para tratar do aspecto humano do desenvolvimento. Segundo ele, o objetivo era sempre alimentar o processo, ao invés de alavancar o potencial das pessoas.
- Comitê formado por gerentes e pessoas da área de qualidade. Não havia desenvolvedores envolvidos. Pouquíssima participação dos desenvolvedores ao longo da definição do processo.
- Burocracia impele as pessoas a não mudarem de rumo. Então, como atingir qualidade? Na Toyota, por exemplo, qualidade é obtida através de melhoria contínua, ou seja, milhões de pequenas mudanças sendo feitas continuamente. Mas, que incentivos as pessoas têm para mudar em um ambiente considerado burocrático?
- Você também teve essas percepções trabalhando com esses modelos de qualidade?
- Por que você saiu da empresa que usava os modelos de qualidade?
- Agora que você está no Tecgraf, trabalhando com Scrum, quais as principais diferenças?
- Qual o tamanho das iterações?
- Vocês têm feito as reuniões diárias?
- Vocês têm um quadro com post its?
- Então trata-se de uma equipe autogerenciável, certo?
- Lá vocês estão trabalhando com desenvolvimento orientado a testes?
- Como é o processo de integração contínua?
- Na sua opinião, quais são as principais diferenças entre a filosofia por trás do MPS.BR e a das abordagens ágeis?
- O que mudou com a sua ida para o Tecgraf em termos de satisfação pessoal?
- Qual a sua percepção sobre a qualidade do seu trabalho?
- Você voltaria a trabalhar na empresa anterior?
- Você acha que é necessário ter uma avaliação para se produzir software com qualidade?
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